Câncer representa a primeira causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes brasileiros com idade entre um e 19 anos

 

                              O diagnóstico do câncer é uma daquelas notícias que ninguém gosta de receber. Porém, quanto antes a doença for diagnosticada, maior é a possibilidade de sucesso no tratamento. Pensando nisso, criou-se o “Setembro Dourado”, um movimento nacional de conscientização do câncer infantojuvenil.

 

O câncer representa a primeira causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes brasileiros com idade entre um e 19 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Contudo, a taxa de cura nessa faixa etária pode superar a marca dos 70%, justamente em virtude do diagnóstico precoce.

O que é

O câncer infantojuvenil compreende várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Entre os tipos mais frequentes, as leucemias (principalmente a leucemia linfoblástica aguda), tumores do sistema nervoso central (cérebro), linfomas (dos tecidos linfáticos) e neuroblastomas.

Segundo o diretor médico da Unimed Laboratório, Mauro Scharf, a doença sofre interferências de vários fatores, como riscos ambientais e características genéticas. “Da mesma forma, os sinais e sintomas sofrem variações de acordo com a região onde se localizam. Entre os mais comuns, hematomas, sangramentos, caroços, inchaços, dor em membros ou ossos, febre, perda de peso súbita, alterações oculares, dores de cabeça e muitos outros. Eles podem, inclusive, ser confundidos com os de outras doenças e por isso, é muito importante estar atento e buscar um especialista para avaliação e realização de exames para o diagnóstico e tratamento”, explica.

 

Exames

De acordo com a pediatra Stela Kudo, existem vários exames que podem ser realizados ou necessários. “Para o diagnóstico podem ser necessários exames laboratoriais, de imagem ou biópsia. Para cada caso o médico irá avaliar quais os exames serão indicados”.

Entre alguns exames laboratoriais, podem ser citados o Hemograma, que avalia diferentes tipos de células do sangue, além de mudanças no número e aparência dessas células que podem auxiliar no diagnóstico da leucemia, por exemplo. Exames de coagulação e Bioquímica são utilizados para medir algumas substâncias que circulam no sangue, e embora não sejam utilizados para diagnóstico, podem ajudar na detecção de outras alterações que podem cursar com a doença, ou, ainda, os efeitos colaterais de quimioterápicos. Existem ainda outros exames como citoquímica e citometria de fluxo, que avaliam células do sangue e medula óssea, e exames que avaliam alterações cromossômicas, porém específicos para cada caso, entre outros.

 

Testes genéticos

Em alguns casos, cogita-se realizar exames genéticos, especialmente quando o paciente tem um histórico pessoal ou familiar que sugere risco de câncer hereditário. “Os testes genéticos podem revelar informações não só sobre a pessoa que está realizando o teste, como também sobre seus parentes. Nesse sentido, é bem importante ter acompanhamento de um especialista na área, especialmente para a interpretação dos resultados e impactos no futuro do paciente”, pondera Roberta Dutra, responsável pela UniGenne, Unidade de Biologia Molecular e Genética da Unimed Laboratório.

Os testes genéticos procuram alterações específicas nos cromossomos ou genes de uma pessoa, que podem ser nocivas, benéficas ou neutras. As mutações nocivas podem aumentar a chance ou risco de uma pessoa de desenvolver uma doença como o câncer. “Em geral, as mutações hereditárias são responsáveis por cerca de 5 a 10% de todos os cânceres.  Contudo, vale lembrar que o ambiente de convívio ou determinados hábitos como o tabagismo, também podem causar cânceres similares entre os membros de uma mesma família, mas sem ser necessariamente genético”.

Por fim, os especialistas lembram que é fundamental manter as consultas, exames e imunizações em dia, pois somente o acompanhamento médico pode detectar precocemente e direcionar ao melhor tratamento para a doença.

via assessoria

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