Doutora em Comunicação e Saúde (PUCPR), Mestre em Educação (PUCPR). Jornalista. Professora universitária de Comunicação Social. Artista plástica. Poetisa. Escritora com livros publicados, participações em revistas científicas, em congressos s e em sites literários e em Coletâneas. Membro da AFEMIL; da ALB – RJ; da ALPAS 21 – RS; do Movimento Nacional Elos Literários (BA); do CLP e da APP. Acadêmica (Cad.22) e Diretora de Comunicação da ALBAP. Presidente Coordenadora da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, Coordenadoria Paraná, AJEB – PR.

1) Quando começou a escrever poesia?       

Minha atividade com a poesia começou recentemente, em 2016. Sempre escrevi crônicas, mini-crônicas e pensamentos. Entretanto, um amigo poeta incentivou-me a transformar em poema um pensamento publicado. Com essa primeira publicação outra grande amiga fez um elogio muito incentivador. Assim como outros amigos poetas de um determinado Grupo em que participava e participo publicando minhas criações foram grandes apoiadores. E a inspiração passou a vir, as ideias fluíram e os poemas foram surgindo, com bastante apoio dos participantes dos faces literários em que publico.  Leitora entusiasta, jornalista por gosto e escolha, a palavra em todas as suas formas sempre me seduziu e me inspirou a escrever em prosa e poesia. E fui aperfeiçoando a escrita poética, desenvolvendo igualmente aldravias e quintas. Assim, a poesia envolveu-me totalmente.

 

2) Fale dos autores que influenciaram o seu estilo.

Eu prefiro o estilo livre de poesia, ou poesia contemporânea. As emoções, as convivências, as situações, os sentimentos, os testemunhos, os relacionamentos, o que vejo, aquilo em que participo são algumas das inspirações. E dessa forma, o poema se estrutura livremente, da forma que vem à mente, solta, de acordo com o foco principal. Por isso, Walt Whitman considerado o “pai do verso livre” transformou-se na base fundamental para apoiar meu conceito de poesia. A concepção humanista e o entusiasmo pela vida de Whitman refletidos em sua poesia são determinantes para embasar minha escrita. Também Hilda Hilst, poeta, cronista e dramaturga, tem sua parcela de inserção no meu estilo literário. Ela era uma escritora provocadora, polêmica e questionadora, com versos especialmente apaixonados pelas situações da vida. Como vejo a vida de modo entusiasmado, otimista e intrigante, esses sentimentos se refletem na maior parte do que escrevo. Também aprecio criar impasse, questionamento e deixar para o leitor resolver ou refletir sobre a reposta. Obviamente, muitos outros autores me ajudaram, desde garota, a absorver cada vez mais a literatura em seus diversos desdobramentos.

 

‎3) Que lugar ocupa a Poesia na sua vida?

A poesia é uma expressão do meu pensamento, dos meus sentimentos, dos meus relacionamentos, da minha observação, reflexão, análise, convivência, enfim da minha vida em face dos acontecimentos variados, nas áreas em que transito. Como a poesia pode surgir de um fato que se passa comigo, com outros; de um evento em que participo; de um acontecimento que testemunho; de um simples feixe de luz, de uma flor, de tantos outros detalhes ou de uma grande ocorrência, ela está permanentemente comigo, entranhada, ao mesmo tempo que solta e independente. É produzida espontaneamente, assim como é pensada para uma ocasião específica. Neste ultimo caso, é só refletir, imaginar o que envolve o tema sobre o qual preciso escrever, que ela surge na mente, às vezes pronta, às vezes precisando de aprimoramento. A poesia, em mim, é viva!

 

4) Fale sobre os seus melhores poemas escolhidos para a Antologia “Melhores Poemas” (e-book).

Os poemas escolhidos foram aqueles apreciados por mim e por amigos. Aqueles em que, eu imagino, tenha dito algo importante, repassado uma mensagem. Que possam levar o leitor a refletir sobre seu significado e/ou sobre sua situação de vida. Existem outros dos quais também gosto, mas fui escolhendo alguns dos últimos anos que tivessem um foco mais forte, entre os longos, médios e curtos. Um passeio pelos meus próprios poemas que demonstrassem um pouco de mim. Este foi o critério usado para escolher os poemas a serem publicados nesse E-book.

 

5) Qual é a sua expectativa quando publica um livro?

Que as pessoas leiam!  E que, de preferência, gostem!

Na realidade, a publicação de um livro vejo como um legado meu do presente para o futuro;  depois de algum tempo, será uma referência do meu passado. Nele deposito, graficamente, tudo o que inspirou e motivou a minha escrita. Para não ficar restrito ao computador ou às redes sociais, passo para o formato de livro, a fim de que outras pessoas, inclusive as que não lidam muito bem com a virtualidade, possam ter acesso às minhas produções literárias.

 

6) Tem algum ritual para escrever, como ouvir música, tomar um café ou algum outro?

Sem rituais. A vontade de escrever um poema, uma prosa, vem quando ela quer. E com barulho, televisão ligada, música suave, aguardando alguma atividade, perto do mar, sentada numa varanda, em silêncio, sob o sol ameno, sob a lua encantadora, com uma taça de vinho, ou seja, não preciso de ritual; em qualquer situação a ideia pode aparecer. Literalmente, aparecer na mente.

 

7) Como é seu processo criativo? Para escrever um poema, por exemplo, você parte de uma palavra? De uma imagem? De uma vivência? De acontecimentos?

Isso tudo pode inspirar: uma palavra, uma imagem, uma vivência, um acontecimento;  também uma lembrança, uma amizade,  uma leitura, uma pessoa ou várias, uma conversa,  uma viagem, uma festa, um passeio, um enfeite, um encontro, um filme, um quadro, um objeto artístico, um amor. Enfim, os componentes de vida podem ser a faísca detonadora de um poema, de um conto, de uma crônica.

 

8) Na sua opinião a internet incentiva a leitura de livros ou prejudica?

A internet pode incentivar sim. Há pessoas que preferem ler por meio dos recursos virtuais, outras  o livro tradicional, mais algumas de ambas as formas. A vantagem da internet é o armazenamento fácil, sem precisar de inúmeras prateleiras, além do preço mais acessível, por meio dos e-books. A internet prejudica àqueles que buscam deformidades para se distraírem; mas estes são seres desprovidos de humanidade, sensibilidade e equilíbrio emocional.  O acesso aos produtos criativos, interessantes e instrutivos da internet, nos permitem conhecer um mundo rico em belas criações.

 

9) Você acha que o poeta nasce ou ele se faz?

A pessoa que escreve tem uma certa facilidade para tal. Tanto é que nem todos são escritores e/ou poetas. Aquele que se constrói, por meio de leitura, estudo, observação pode não apresentar a mesma flexibilidade, criatividade do que aquele que tem um dom nato. Entretanto, pode alcançar um nível de excelência com a persistência, a prática e a aprendizagem. Todavia, o que tem a tendência alcança um nível superior sem muito esforço, deixando sua imaginação e inspiração vir à tona, necessitando, se realmente necessário, aprimoramentos para suas criações. Mas, é verdade que a prática ajuda a aperfeiçoar o poeta, escritor, jornalista, artista plástico e assim por diante.

 

10) Fale um pouco de seus planos para o próximo ano.

Para o próximo ano, os planos são: participar dos eventos literários que nos permitem conhecer outros poetas, escritores, artistas e suas produções. Socializar, pois este ato faz parte do ser humano.

Viajar para conhecer outras realidades culturais e ampliar meus conhecimentos. Pintar melhor, cujas telas possam servir de capa para livros, ilustração e fundo visual para meus poemas. Continuar escrevendo mais ainda. Quem sabe lançar um livro, pois tenho material para vários. Continuar e ampliar as atividades da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-PR), da qual sou presidente coordenadora para fortalecer ainda mais a Entidade.  Conviver com os amigos de mais tempo e os de pouco tempo. Todos são muito importantes para mim.  Viver, com ainda mais coragem para desfrutar o presente com o intuito de projetar um futuro também melhor ainda.

 

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