A agricultura digital otimiza o trabalho no campo e ajuda a aumentar a produtividade das lavouras de uma forma mais rentável e sustentável. Isso porque uma gestão mais eficiente e efetiva gera economia de insumos e de recursos naturais como água, energia e áreas de plantio, além de propiciar manejos mais adequados ao meio ambiente e à sociedade. De acordo com a pesquisa “Agricultura Digital no Brasil – tendências, desafios e oportunidades, elaborada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), entre as vantagens indicadas pelos agentes do agronegócio que utilizam tecnologia na agricultura, 32% apontaram que o uso de aplicativos e softwares otimizam o consumo de insumos como sementes, defensivos, fertilizantes, agentes de controle biológico e água.

O Farmbox, software de gestão que já monitora 1,6 milhão de hectares no Brasil, Bolívia e Paraguai, fornece informações do plantio à colheita, como mapas de infestação de pragas, frequência de monitoramento a cada talhão, pluviometria, agenda de aplicações, estoque de insumos, previsão de colheita e de custos de produção, de produtividade e rentabilidade total ou por talhão, entre outros. “O produtor ou gestor tem as informações na palma da mão e em tempo real. Todos que estão conectados à plataforma têm acesso aos dados gerados no campo, que são dispostos em relatórios para orientar as melhores tomadas de decisão”, explica o CEO da Checkplant/Farmbox, André Guerreiro Cantarelli.

Em um artigo publicado na Nature Sustainability, em abril deste ano, o professor Bruno Basso, do College of Natural Science da Michigan State University, e John Antle, professor de Economia Aplicada da Oregon State University, afirmam que a agricultura digital pode pavimentar o caminho para a sustentabilidade agrícola. “A integração de sensores, IA (inteligência artificial) e modelagem preditiva está atingindo um nível de precisão que pode ser usado para projetar caminhos para a sustentabilidade na agricultura”, afirma Basso.

De acordo com o professor, na agricultura digital é onde se cruzam agricultura, ciência, política e educação. “O que há de novo em tudo isso agora é que, como resultados de novas análises e avanços nas ciências agronômicas, temos um melhor conhecimento dos fatores que afetam a saúde e a produtividade das lavouras, e do porquê a produtividade da cultura varia dentro de um campo e de ano para ano. Essa variação pode ser melhor administrada e, finalmente, levar a sistemas agrícolas mais sustentáveis porque os insumos necessários podem ser distribuídos com mais precisão e onde são necessários”, enfatiza Basso.

Em relação ao controle de pragas e doenças, por exemplo, considerando-se riscos de perdas por infestações em torno de 30%, uma ferramenta que permita ao agricultor reduzi-las em 10% pelo aumento da agilidade e segurança na tomada de ação, pode evitar 3% de perdas gerais de produtividade. “Com isso, há casos em que o produtor consegue esperar para entrar com aplicações importantes e, no final da safra, pode economizar pelo menos uma aplicação de inseticida, além de poder fazer pulverizações localizadas”, explica Cantarelli.

O Farmbox investe ainda na integração com outras plataformas, pois o produtor precisa de facilidade para aproveitar a tecnologia, seja em relação a imagens, clima, maquinário, compras e sensores de campo, entre outros. “O futuro da agricultura, além de inteligência e integração, passa ainda pela democratização da agricultura digital, em um ambiente que fomenta a automação e comunicação entre consultorias e produtores grandes, médios e pequenos, para que todos possam aumentar resultados e níveis de sustentabilidade em cada hectare plantado”, relata o CEO. (via assessoria).

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