veterinarian examines animal on the ranch cows

Médicos-veterinários e zootecnistas são peças-chave para os avanços no setor

           O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve atingir a receita recorde de mais de R$ 1 trilhão em 2021. Um crescimento de 15,8% em relação ao ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Da combinação dos fatores de produção (terra, trabalho e capital) é que são geradas as condições ideais para que se viabilize a produção e a agregação de valor nos produtos agropecuários.

“Hoje temos um dos sistemas agroalimentares mais competitivos do planeta e capaz de entregar proteína animal com biosseguridade aos mercados interno e externo”, ressalta o zootecnista Celso da Costa Carrer, presidente da Comissão Técnica de Ensino e Pesquisa da Zootecnia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).

O vice-presidente do Conselho, Odemilson Donizete Mossero, complementa afirmando que há avanços significativos relacionados à pesquisa, ao uso de novos equipamentos e da tecnologia da informação e comunicação (TIC). “Somando-se a isso a melhoria da logística, será possível crescer muito mais, dentro de um processo de gestão eficiente implantado.”

Mossero diz que é por meio de conhecimentos especializados e habilidades adquiridas nas diferentes áreas de atuação do agro, que médicos-veterinários e zootecnistas contribuem tecnicamente e incrementam a produtividade nas propriedades, contribuindo para que o agronegócio brasileiro seja um dos mais respeitados do mundo.

“Os profissionais contribuem de muitas formas, com destaque para a prevenção e a cura dos animais, mas também na aplicação das novas tecnologias na saúde animal, na saúde pública, no bem-estar dos animais e na proteção ambiental”, diz o vice-presidente do CRMV-SP.

Investimento e competitividade

Celso Carrer diz que, neste momento, a estabilidade da moeda trouxe investimentos produtivos importantes nas áreas de produção e sanidade. “Com isso, foram priorizados ganhos de competitividade em que a adoção de tecnologias produtivas e formas de gestão empresariais promoveram um salto de qualidade em todo o segmento”, avalia o zootecnista.

Essa nova fase do agronegócio, enfatiza Carrer, preconiza a interação imediata com os consumidores para a melhora das tomadas de decisão na intensificação da produção de alimentos e biomassas, com redução de impactos ambientais, sociais e econômicos.

Profissionalização da cadeia

Diante do novo cenário, as empresas de toda a extensa e complexa cadeia produtiva (indústria de insumos, de produção, de transformação, distribuição e serviços de apoio e de regulação) têm se profissionalizado com as presenças indispensáveis de médicos-veterinários e zootecnistas.

“A formação de ambas as profissões, para além dos saberes fundamentais de natureza tecnicista, tem um diferencial na área das ciências sociais aplicadas, em que a construção da competência plena passa pelos ensinamentos de ordem econômica e social dos mercados, englobando as práticas de gestão e comerciais vitais para o sucesso das empresas”, observa Carrer.

Inovações na agropecuária

Com um mercado cada vez mais concorrencial e exigente, há uma busca constante por soluções para produtos que agreguem valor e respeitem os paradigmas de conforto animal, manejo ecológico de pastagens, genética adaptada, e formas mais precisas de gestão. Segundo Celso Carrer, a inovação normalmente aumenta o giro do capital, a produtividade, reduz custos e riscos para a atividade, e agrega valor aos produtos.

“As perspectivas são excelentes para a prática da inovação no setor, criando-se espaços para o nascimento de uma nova geração de empresas e empreendedores. A combinação de tecnologias em várias frentes do desenvolvimento humano, tais como robótica, blockchain, internet das coisas, big data, drones, realidade virtual, entre outras, está inaugurando uma nova era da Agropecuária 4.0”, afirma o zootecnista, ressaltando que o Brasil é atualmente destaque na geração de startups para o agro mundial.

 

Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do estado de São Paulo, com quase 42 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, estados e municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.

via assessoria

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