Iniciativa, apresentada durante o Setembro Azul, visa aproximar o grupo de energia da comunidade surda, que hoje é composta por mais de 10 milhões de brasileiros

 

                          Curitiba, setembro de 2020 – Reconhecido como um dos principais players de energia do país, o Grupo Potencial, com sede em Araucária, no Paraná, também se destaca pelas suas inúmeras iniciativas no campo da responsabilidade social. Familiarizada com projetos tramitados via Leis de Incentivo, a empresa agregou ao seu histórico de boas ações o apoio ao primeiro desenho animado brasileiro em língua de sinais. `Min e as Mãozinhas´, que começou com um episódio, em 2018, agora tem uma temporada com 13 episódios. A iniciativa determina um novo marco para a educação e para o entretenimento inclusivo. Agora, no próximo dia 26 de setembro, Dia nacional do Surdo, a Potencial resgata o vínculo com a comunidade surda e apresenta seu próprio sinal de identificação em libras durante o Setembro Azul.

“O Paulo Henrique Rodrigues, diretor do estúdio de animação Pavy, responsável pela criação do desenho ´Min e as Mãozinhas´, foi o responsável por fortalecer a nossa marca junto a esse público, que representa 5% da população brasileira”, declara Luciana Hammerschimidt Wolf, gerente de marketing do Grupo Potencial. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 10 milhões de cidadãos são surdos, dos quais 2,7 milhões não escutam absolutamente nada. “Queremos ser uma voz para essa causa que pede atenção e compreensão e acreditamos que a inclusão acontece quando cada um de nós se interessa”, justifica Luciana.

Para Paulo Henrique Rodrigues, a participação do setor privado em iniciativas que tragam holofote para pessoas com qualquer tipo de deficiência é urgente. “De forma geral, existem poucos incentivos públicos e privados pensando no desenvolvimento de deficientes visuais, físicos e auditivos. Esse último é ainda mais complicado porque eles se comunicam na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e, com isso, existe uma resistência muito grande da sociedade em abraçar essas pessoas e incluí-las. O entendimento sobre a surdez é praticamente nulo na sociedade”, enfatiza o diretor e animador, que já participou da produção de desenhos como Sítio do Pica Pau Amarelo, Turma da Mônica e Show da Luna.

Para Luciana, o apoio a um projeto direcionado às crianças surdas é mais abrangente do que se pode imaginar. “Ao mostramos que a surdez existe e como as pessoas podem se comunicar, estamos ajudando surdos e ouvintes”, analisa a gerente de marketing da Potencial.

Sinal da Potencial em Libras

O processo de construção do sinal da Potencial em Libras durou cerca de um mês, período em que a Pavy pesquisou palavras relacionadas ao segmento da empresa como, potência, petróleo, gasolina, abastecimento e combustível. “Analisamos as características da marca, estudamos o site e o logo. No entanto, nós, ouvintes, até podemos sugerir um direcionamento, mas quem decide mesmo é uma pessoa surda – nativa em uma língua”, explica Rodrigues.

Envolvida na missão, a professora de Libras, Tatiane Lui Zancanaro, que é surda desde os dois anos de vida, como sequela de Meningite, levou toda essa pesquisa para casa a fim de testar novos sinais. “Apresentei uma ideia com base nos dois tracinhos que formam o P do logo da Potencial. A Libras é uma língua visual, logo, a utilização de um marco visual auxilia muito o surdo a lembrar da palavra e da marca”, descreve.

O resultado do trabalho do estúdio foi a junção dos dois tracinhos da marca com o sinal de abastecimento. “Precisamos ampliar nossa comunicação. As pessoas precisam entender e aprender Libras. Ela é a principal acessibilidade para nossa comunicação com a sociedade”, conclui a professora.

Saiba mais sobre o Setembro Azul

Setembro foi escolhido pelos surdos para comemorar e relembrar a luta por direitos. Por isso, o mês está repleto de datas importantes para a comunidade, como por exemplo o Dia do Surdo. No Brasil, o dia foi escolhido por ser a data de fundação do INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos, em 1857. Durante todo o mês, a comunidade surda se encontra em eventos e congressos em torno de pautas fortes como a educação.

A cor azul foi escolhida pois, durante a II Guerra Mundial, como os judeus que eram marcados com uma estrela de Davi em suas roupas, todas as pessoas que possuíssem algum tipo de deficiência deveriam levar no braço uma faixa azul, para serem facilmente identificados pelos nazistas – e isso também era mandatório aos surdos. Uma herança triste, mas que dá força à luta dos surdos em todo o mundo. O Azul turquesa também foi escolhido por ser uma cor viva e vibrante, que representa o orgulho surdo.

(via assessoria)

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