A Loja Cocamar (www.lojacocamar.com.br) – E-commerce da Cooperativa Agroindustrial, fundada em 1963 em Maringá – convocou seus colaboradores para uma manhã de imersão.  Executivos e especialistas da área de e-commerce estiveram presentes no encontro,  entre eles Luiza Severo – Head de E-commerce da Canon, Mariana Castriota – Head do Marketplace Magalu, Gus Moreira – Keynote Speaker e ex Global Google, Rodrigo Rio – Head de Marketing Digital e E-commerce Philips Latam, Henrique Kogutt – Head da Kogutt Consultoria e Hele Moura – presidente do Comitê de Líderes de E-commerce de São Paulo.

O evento recebeu o nome de “Cocamar Digital Day” e contou com mais de 3 horas de duração. Os colaboradores conheceram mais sobre a Loja Cocamar e descobriram que, mesmo com o pioneirismo da cooperativa, o e-commerce foi implantado em 98, ainda há muito o que fazer para transformar toda uma cadeia.

“O evento tem a ver com o crescimento da empresa. Com a chegada da pandemia, houve uma aceleração nas mudanças e pudemos observar o quanto amadureceu nosso e-commerce. Por isso, concluímos que esse meio é importantíssimo para os nossos produtores. Temos aqui na Cocamar um grande time para proporcionar aos produtores grandes negócios”, explicou o vice-presidente da Cocamar, José Cícero (Zico).

A gerente de marketing e comunicação Cristiane Kondo, realizou a abertura do evento e conduziu o bate-papo com os palestrantes. Logo, a presidente do Comitê de Líderes do E-commerce, Hele Moura iniciou a conversa explicando quais os desafios e o futuro do e-commerce. Falou que mesmo com o pioneirismo da Cocamar os desafios para essa jornada digital ainda são grandes. A especialista destacou que para ter sucesso é preciso o envolvimento de todas as áreas e de todas as pessoas. Ela explicou que não existe sucesso se a mudança não acontecer “da porta pra dentro”, ou como dizem no campo “Da porteira pra dentro”.

O próximo convidado foi o especialista Henrique Kogutt, que falou sobre “Como as estratégias comerciais podem alavancar o e-commerce”. Ele lembrou da importância do envolvimento das lideranças para o sucesso deste movimento. Também fez uma pergunta: porque algumas empresas não conseguem ser digitais. Então, mostrou uma imagem para retratar empresas nas quais, ao invés de montarem um único barco, os envolvidos pensam em elaborar apenas seu próprio meio de locomoção. Ao final, Henrique trouxe uma reflexão: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Mas o que melhor se adapta às mudanças”.

Outra convidada foi Luiza Severo, que mostrou como aconteceram as mudanças na transformação digital da centenária Canon. Expôs como foi o impacto dessa transformação no relacionamento com o cliente; na melhora da eficiência e produtividade; na economia dos recursos; na tomada de decisão e na colaboração entre as áreas. Além disso, comentou que foram muitos desafios que a gigante chinesa enfrentou, como cultura corporativa; a limitação do budget e burocracia interna.

Luiza falou também sobre a importância do CRM e integração da comunicação para o aumento das vendas. Segundo ela, o e-commerce veio para ficar e está atuando em todos os segmentos. Um exemplo é o modelo de comércio de calçados. Antes as pessoas se perguntavam como vender sapatos pela internet. Hoje, se perguntam como uma loja cresce sem ter um e-commerce.

Mariana Castriota foi a próxima convidada e apresentou o sucesso do marketplace Magalu. Ela começou fazendo a pergunta: por que vender online? Explicou como as vendas online correspondem a 5% do que é transacionado no varejo. Falou também que a cada ano mais pessoas realizam compras online e com a globalização, as fronteiras são rompidas.

Os presentes puderam saber detalhes sobre o sucesso do Magazine Luiza, que hoje possui mais de mil lojas e está presente em 18 estados do país. Seu modelo de negócio se caracteriza como uma plataforma digital com pontos físicos. Também tratou das vantagens e dos benefícios de estar no Magalu. Além disso, explicou um pouco de como fortalecer a empresa na era de tanta tecnologia e novidades.  Ao final, Mariana deu uma dica: lembra-se que o comodismo e o conforto são péssimos amigos da inovação.

A palavra foi dada ao Gus Moreira, que mostrou o case do Google “Tá no Mapa”, parceria com AfroReggae. A gigante mapeou favelas cariocas que não apareciam em detalhes no Google Maps ou Google Street View e foi sucesso absoluto.

Por conta deste projeto, Gus fundou o Cavoc Consulting. Explicou mais sobre OKRs – Objetivos e Resultados e como as empresas podem ter resultados concretos. Além disso, também mostrou como aprender com erros e falou sobre um colaborador que derrubou o Google por 40 minutos e como ele, ao invés de ser demitido, pode ficar na empresa, e ainda, ser promovido. Para ele, a transformação digital não é um evento, é uma jornada.

Para terminar a manhã de muito aprendizado, a palavra foi de Rodrigo Rio, que trouxe o tema “Importância da análise competitiva na internet como atributo a Transformação Digital”. Explicou, principalmente, que na pandemia de Covid-19 o fluxo online aumentou por conta do isolamento social.

Rodrigo recordou a importância do fluxo de compra na análise competitiva na internet. Destacou ainda que o consumidor ganhou voz, e que além da voz, ganhou audiência. Após explicar sobre como transformar crise em negócios, o profissional deu algumas dicas de ferramentas que auxiliam o monitoramento das marcas no digital.

Para encerrar o evento, Leandro Teixeira, superintendente de relação com o cooperado Cocamar, falou sobre o e-commerce ser um caminho sem volta, independente do setor. “Precisa-se investir recursos e tempo e é o que a Cocamar já está fazendo”, afirmou.

 

Sobre a Cocamar (www.cocamar.com.br)

A Cocamar Cooperativa Agroindustrial foi fundada em 27 de março de 1963, em Maringá (PR). Reuniu, inicialmente, um grupo de 46 fundadores, todos produtores de café. O objetivo era organizar a produção regional, receber e beneficiar o produto. Com o tempo, a cooperativa diversificou os negócios e cresceu. Hoje, a Cocamar está presente em vários municípios por meio de mais de 80 unidades operacionais espalhadas pelo norte e noroeste do Paraná, oeste paulista e sudoeste do Mato Grosso do Sul. Conta com 15 mil associados que atuam com a produção de soja, milho, trigo, café e laranja. (via assessoria)

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