Renato Borges, CEO da Agrointeli, eleito pelo MIT – Foto: divulgação

CEO da Agrointeli é considerado o jovem mais inovador da América Latina pela MIT Technology Review

Renato Borges está revolucionando o uso da tecnologia no campo, promovendo inclusão tecnológica de agricultores por meio de inteligência artificial fácil de usar a um custo acessível

               O CEO e fundador da Agrointeli, Renato Borges, foi reconhecido como o jovem mais inovador da América Latina, abaixo dos 35 anos, pela revista MIT Technology Review, considerada a maior publicação de tecnologia e negócios do mundo. Por mais de uma década, a revista reconhece talentos cujo trabalho tem um grande potencial para transformar o mundo. Nos EUA, esse é o prêmio que antecipou o sucesso de grandes empreendedores na área de tecnologia, como Mark Zuckerberg, do Facebook, Sergey Brin, do Google, e Max Levchin, do PayPal.

Renato Borges foi reconhecido na categoria “Visionários” por seu trabalho realizado a frente da Agrointeli, empresa que tem como visão a democratização da tecnologia na agricultura. O principal produto da companhia é uma plataforma de inteligência artificial que conecta os agricultores às suas lavouras. Fácil de usar e com custo acessível, a ferramenta está promovendo a inclusão tecnológica de pequenos e médios produtores rurais, ao mesmo passo que se torna referência em agricultura sustentável.

“Buscamos facilitar o entendimento de dados essenciais da lavoura. Nossa empresa gera inteligência, automação e otimização de processos, ajudando os produtores a tomar as melhores decisões na hora certa. Dessa forma, os agricultores economizam dinheiro e tempo, explica o empreendedor.

O sistema desenvolvido por Renato Borges auxilia os agricultores em suas tomadas de decisões, conciliando por meio de algoritmos, imagens aéreas, sensores, dados de máquinas, previsões meteorológicas, modelos agronômicos e atividades de dados em campo, informações que tornam mais assertivas o trabalho no campo.

Além disso, segundo Renato, a plataforma auxilia os agricultores a praticar uma agricultura mais sustentável. “Nossa ferramenta permite a diminuição considerável de defensivos, uma vez que é possível monitorar a sanidade e saber a geolocalização exata de pragas, doenças e plantas daninhas da lavoura. Dessa forma, sabemos a quantidade e intensidade dessas variáveis, permitindo a recomendação para a aplicação de fungicidas, inseticidas ou herbicidas na hora certa, sem precisar usá-los desenfreadamente. Nosso produto oferece informações confiáveis e precisas e não decisões empíricas ou algo parecido”, analisa o CEO da Agrointeli.

Em 2019, segundo dados Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)., a soma de bens e serviços gerados no agronegócio chegou a R$ 1,55 trilhão ou 21,4% do PIB brasileiro. O país acumula superávit na balança comercial agro de mais de US$ 60 bilhões este ano, graças à produtividade crescente, impulsionada pelas aplicações tecnológicas que invadiram as grandes propriedades rurais. No entanto, a agricultura familiar, que garante 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, continua distante do agrotech 4.0, excluída por conta da baixa escolaridade, da falta de conectividade e do acesso limitado ao crédito.

Revolução do Agro

É diante desses desafios que a história de empreendedorismo de Renato Borges começa. Onde a maioria das pessoas enxergam problemas e barreiras, o jovem viu oportunidade e caminho, uma passagem para o movimento Agtech.

De família de produtores rurais, o engenheiro conheceu desde cedo os desafios diários do pequeno agricultor. Cresceu vendo seus familiares e amigos tomarem decisões erradas por falta de conhecimento e acesso a informações que melhorassem o desempenho da safra.

Disposto a mudar essa realidade, Renato fundou a Agrointeli. Hoje, o engenheiro conseguiu, ao mesmo tempo, ajudar sua família, seus colegas de família e vizinhos, além de outras 350 propriedades, que correspondem a 360 mil hectares, espalhadas por quatro países, tudo isso em menos de 3 anos de operação.

Somente em 2020, mesmo diante da pandemia de Covid-19, a Agrointeli registrou crescimento de 500% em seus negócios. Porém, os objetivos de Renato são ainda maiores, é fazer da sua plataforma o maior sistema de inteligência artificial para o campo da América Latina. 

“Nossa demanda está crescendo muito no Brasil e estamos vendo que há também oportunidade em outros países, como o Paraguai, a Bolívia e o Chile. Há produtores empreendendo nestas regiões, mas não há soluções tecnológicas para atendê-los. Como nossa solução monitora qualquer fazenda da américa latina, com precisão, fizemos um mapeamento e estamos levando nosso monitoramento para essas localidades”, analisa.

Além de expandir seus negócios, Borges quer aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental da agricultura em um contexto de crise climática e hídrica com uma população crescente que demandará mais alimentos. “Precisamos alimentar mais com menos impacto sobre os recursos naturais”, finaliza, o CEO da Agrointeli.

Mais informações Agrointeli: https://agrointeli.com.br/

CEO Renato Borges

Mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. É Bacharel em Engenharia da Computação pela Universidade Católica Dom Bosco – UCDB. Como CEO e fundador da Agrointeli, Renato Borges criou uma das principais plataformas de software de agronegócio da América Latina. Liderando a empresa em 350 fazendas, 4 países, 18 estados brasileiros, mais de 360.000 hectares processados pela plataforma por dia, Renato Borges Liderou + R$ 1M de investimentos, sob sua gestão. Atualmente é o CEO da Agrointeli é presidente do Startup MS (Associação de startups de Mato Grosso do Sul).

Linkedin:  https://www.linkedin.com/in/renatoborgesss/

 

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